quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Para sempre você - cap. 90

Olhei para todos na mesa e todos mostravam certa excitação com a nova turnê, menos Bill.
- Samy, por favor, vá para o quarto. – Bill pediu com a mesma expressão e o olhar fixo na mesa.
- Por quê? O que aconteceu? – Perguntei preocupada.
- Depois eu converso com você! Agora eu preciso resolver uma coisa com David, vá para o quarto Samantha! – Bill falou alto e firme enquanto me ordenava.
- Porque eu não posso ficar? Não somos noivos? Devíamos não ter segredos um com o outro! – Aumentei um pouco o tom de minha voz, mas permaneci preocupada.
- Não é segredo! Eu disse que depois vou conversar com você! Georg, leve ela para o nosso quarto. – Bill enterrou o rosto sobre as mãos apoiadas pelo cotovelo na mesa e permaneceu com a voz firme.
Georg assentiu com uma expressão confusa e me puxou delicadamente pelo braço até o quarto.
- Por favor Samy, o Bill está de cabeça quente, depois vocês conversam. Ele apenas quer resolver algo com o David. – Georg alisou meu ombro enquanto me deixava dentro do quarto.
- Porque não comigo presente? – Choraminguei.
- Não seja teimosa. – Georg deu um meio sorriso. – Á propósito, você esqueceu seu presente ontem... o que recebeu da Natalie. Eu o trouxe, ele está em cima da bancada. – Georg apontou para o pacote com uma expressão de nojo e depois fechou a porta me deixando sozinha.
Eu não ia obedecer a Georg, eu era uma teimosa assumida, e eu precisava saber o que eles iam resolver.
Abri a porta cuidadosamente e desci as escadas procurando não fazer nenhum ruído e me escondi atrás da primeira coluna que avistei.
Eu podia ouvir a conversa deles na sala de jantar.
- David, o que você estava pensando? Marcou uma turnê sem nos avisar, nem fazer uma reunião antes para saber se concordávamos com isso ou não. – A voz de Bill era alta e clara, eu podia sentir uma pontada de irritação nela.
- Eu os ajudei á conquistar tudo que vocês conseguiram até hoje! Eu não vou deixar vocês acabarem com tudo isso aos poucos. Não poderão voltar atrás agora, já está tudo pronto. – David falava ao fundo com a voz um pouco abafada.
- Não estamos acabando! Se você tivesse nos constatado antes, teríamos achado uma alternativa mais acessível no momento. – Bill agora estava irritado.
- Quando se é uma estrela do rock, tudo é acessível. – Tom brincou, sua voz estava abafada também.
- David, eu tenho uma noiva e um filho sendo gerado dentro dela! Como você quer que eu faça uma turnê agora? Ela vai querer ir junto, isso é certeza! E você sabe muito bem como são nossos dias em turnê, nós dormimos mal, comemos mal e passamos a maior parte em aviões! Isso não é lugar para ela! – Bill ignorou o comentário de Tom e falava alto e claro, dando eco em todos os cômodos da enorme casa.
- Bill, pare de ser exagerado! Gravidez não é doença. – Tom falou ao fundo.
- Desculpa, se você não se importa pelo menos com seu sobrinho, eu me preocupo. – Bill revidou.
- Quem disse que eu não me preocupo? As turnês não nos mataram até agora, porque iria matar ela? Você exagera demais! – A voz de Tom estava mais alta agora.
- Parem! Vocês não vão brigar por causa disso agora! – Georg se intrometeu. – Bill tem toda a razão! Gravidez pode não ser uma doença, mas requer mais cuidados pela saúde da criança. Não vai ser bom ela passar essa turnê com agente, ela terá que ficar aqui. – Georg finalizou.
- Não Georg! Dois meses sem ela? Eu não vou suportar isso! Não vou deixar-la sozinha aqui também com o Mike á solta! Será perigoso tanto para ela quanto para minha mãe, sendo que a mãe dela não ficará aqui porque daqui dois dias ela vai embora. – Bill choramingou.
- Deixe de ser dramático! Você suportou todos esses anos sem ela, vai suportar sem problemas esses dois meses. – Tom falou ao fundo novamente.
- Ela pode voltar para o Brasil. Ela tem a casa dela, os amigos, os familiares... sem tirar que Nanda pode passar esses dois meses com ela até voltarmos da turnê. – Gustav sugeriu ignorando o comentário de Tom.
- Não sei... dois meses... é muito tempo. – A voz de Bill estava mais rouca e baixa agora.
Voltar para o Brasil durante dois meses? Sem ele, isso seria a eternidade para mim.
Eles continuaram discutindo, e eu estava satisfeita, já havia descobrido o que eu desejava saber.
Voltei para o quarto em passos silenciosos e deitei na cama.
Dois meses sem o Bill. Isso não parava de martelar em minha mente causando uma outra batida mais forte em meu peito. Eu teria que ser compreensiva nesse momento, eu não podia dificultar mais as coisas.
David estava certo, eles teriam que fazer aquela turnê, e eu não poderia viver achando que seriamos um casal normal, com uma vida normal e fazendo coisas normais, nem muito menos prejudicar tudo e querer que todas as ações de Bill girassem sobre mim, á final, esse era o sonho deles, esse era o sonho de Bill, a música sempre foi sua primeira paixão, e isso era algo que eu nunca deveria tirar dele. Sua felicidade era primordial.
Escutei passos no corredor e a porta se abrir.
- Samy? Podemos conversar? – A voz de Bill suavizou minha mente no mesmo momento.
Eu não respondi. Eu já sabia de tudo, só queria saber o que ele iria dizer por final.
- Ok, deve estar chateada por ter mandado você vir para o quarto. – Bill sentou-se na cama me fitando. – Mas, eu preciso dizer minha decisão... eu não vou á turnê. – Bill suspirou e tentou abrir um sorriso.
Ele literalmente estava louco. Que decisão mais idiota!
- Você vai a turnê sim Bill Kaulitz! Eu não quero ser o grande motivo de você estar deixando sua carreira de lado. – Me levantei sem olhar-lo. – Onde eu estava com a cabeça? Pensei que teria uma vida normal, mas não! Cansei, sinceramente, eu cansei! Para mim já chega, isso tudo não é para mim. – Caminhei para fora do quarto e fechei a porta sem analisar sua reação.
Senti algo muito pesado despencar em minhas costas no mesmo momento. Como eu pude dizer aquilo?

domingo, 17 de outubro de 2010

Para sempre você - cap. 89

Capítulo contato por Samantha

- Bill Kaulitz e Samantha Meyer, eu sei que vocês estão aí! Abram a porta! – A voz grave de Tom cortou meu sono aos poucos.
As batidas na porta se prolongavam cada vez mais. Eu não queria sair da cama, parecia ser tão cedo.
Abri meus olhos aos poucos. O quarto estava iluminado, um sol forte da tarde. Bill dormia profundamente ao meu lado com a respiração lenta e uma expressão suave de um anjo, enquanto seu braço me envolvia cuidadosamente.
Demorei alguns segundos para encaixar as coisas. Não era cedo como eu imaginava, já eram quase três da tarde.
Eu me sentia perfeitamente bem naquele dia, me lembrava as sensações de meu amanhecer nas maldivas.
Peguei um roupão e caminhei até a porta do quarto procurando silenciar as batidas de Tom.
- O que foi Tom? – Abri a porta sussurrando.
- O que foi? Vocês foram embora da festa ontem sem avisar ninguém! Sua mãe ficou preocupada! Já são três da tarde! – Tom não se importou em acordar o irmão com sua voz alta e me lançava um sermão fraterno que me divertiu.
- Você também sumiu da festa e não avisou ninguém. – Revidei.
- Mas é diferente, a festa não era minha. – Tom cruzou os braços fazendo bico.
Eu ri com sua expressão e no mesmo instante senti Bill me abraçar por trás.
- Guten Tag meine Prinzessin. – Bill sussurrou em meu ouvido e depois beijou minha bochecha rindo.
- O açúcar fica azedo perto de você, cara. – Tom fez uma careta.
- Isso foi um elogio? – Bill olhou ironicamente para Tom.
- Interprete como quiser. – Tom cruzou os braços de novo. – Atrasamos o almoço por causa de vocês, espero que vocês desçam logo! David está aí, ele quer conversar conosco. – Ele finalizou e foi em direção da escada.
Bill fechou a porta e suspirou com uma expressão alegre.
- O que foi? – Perguntei.
- Se todas as noites forem como á anterior, vou exigir uma Lua de Mel prolongada de um ano. – Bill sorriu e beijou meus lábios demoradamente.
- Já está pensando na Lua de Mel? – Abaixei a cabeça e comecei a brincar com seu colar. Confesso que tudo havia sido muito novo para mim naquela noite, e me deixava um pouco envergonhada, mas o importante é que era muito perceptível que ele havia gostado... e eu também.
- Essa é a melhor parte, depois do “até que a morte os separe”. – Bill colocou uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha.
- Deveria ser “e que nem a morte os separe”. – Conclui e ele pareceu gostar de minha nova adaptação.
Não era hora de fazermos planos, David e todos estavam esperando por Bill.
Arrumamos-nos rapidamente e descemos para a sala de jantar. Todos estavam sentados á mesa conversando e pararam no mesmo momento em que nos viram chegar.
- Os noivos chegaram! – Georg falou alto dando eco na sala e todos riram.
Bill deu um empurrão no ombro de Georg e sentou-se ao lado de Tom de frente para David, eu sentei-me ao lado dele e de Georg que sorria para mim com muita simpatia, como sempre. Gustav estava ao lado de David, apenas me cumprimentou com um simples sorriso e voltou sua atenção ao garfo no qual ele brincava entre seus dedos.
A comida já estava sobre a mesa, e todos muito educadamente não haviam nem se quer começado a almoçar esperando por nossa presença.
- Bill, o que é isso no seu pescoço? – Tom rompeu o silencio e todos voltaram os olhos para Bill.
- O que? Não tem nada! – Bill puxou a gola da jaqueta impedindo Tom de ver.
- Claro que tem, eu não sou cego! Está cheio de marcas roxas! Samy, você arrasa, sua safada! – Tom brincava enquanto ria alto e todos começaram a rir também.
- Cala a boca, Tom! – Bill automaticamente corou e empurrou Tom, mas ele não se intimidou e continuou rindo.
A minha vontade era de me esconder em baixo da mesa ou até mesmo tampar meu rosto com a jaqueta de Bill, agora sim eu estava muito envergonhada, mas apenas ri baixinho para Bill.
- Bom, vamos deixar as brincadeiras para depois. Tenho um assunto sério para tratar com vocês. – David cortou as risadas de Tom com uma expressão séria.
Todos olharam quietos para David. Era incrível como ele era respeitado, como um pai. Definitivamente ele era o pai de Tokio Hotel.
- Sim David, prossiga. – Bill falou com um ar sério como se já estivesse prevendo algo.
- Os fãs estão pedindo por vocês. A mídia está comentando sobre a ausência de vocês em vários eventos. Não podem continuar assim. Vocês vão mostrar que continuam fazendo o papel de vocês! – David falou com um ar de comandante.
- E o que você tem em mente? – Bill perguntou por fim.
- Eu marquei uma turnê pela América do norte! – David concluiu e todos arregalaram os olhos.
- Quando? – Bill permaneceu sério.
- Eu marquei faz um mês, não disse nada porque Samantha estava no hospital, eu não queria preocupar vocês com mais um assunto... ou seja, a turnê começa semana que vem. – David finalizou e todos assentiram sem questionar.
Bill franziu o cenho e olhou fixo para a mesa. Algo estava errado.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Para sempre você - cap. 88


Capítulo contado pelo Bill Kaulitz

Samy não hesitou ao aceitar meu convite. Ela aceitou com um enorme sorriso nos lábios e uma ansiedade que me divertia.
Não avisamos á ninguém, eu tentei sugerir em avisar pelo menos a sua mãe, mas confesso que minha idéia apetitava tanto á mim quanto á ela, e queria o mais rápido possível estar em casa sem ninguém intervindo. Apenas nós dois.
O caminho até minha casa foi... interessante, se é que á outra palavra para explicar.
Eu não sabia o que Samy havia entendido em meu convite, mas com certeza minhas intenções não eram as mais ingênuas.
Samy estava vestida como se quisesse me provocar, em seus trajes justos que marcavam cada curva do seu corpo. Realmente, isso me deixava louco, atiçando algum tipo de fera dentro de mim me fazendo estremecer e até mesmo pensar seriamente em parar o carro no primeiro acostamento e trazer-la para o meu corpo, e então poder me perder em cada centímetro daquele puro delírio.
Eu realmente nunca fui tão sedento, nunca imaginei que teria tanta necessidade de algo que sempre considerei secundário em uma relação. Um mês sem ter-la em todos os sentidos, me fez querer-la muito mais do que já desejava antes. E sinceramente, eu iria demorar á matar minha sede, disso eu tinha certeza.
Tentei focar meus olhos na estrada, não pensar no tempo livre que eu teria com ela nessa noite e acalmar um pouco algo que pulsava entre minhas calças.
- Bill, o Tom está em sua casa? – Samy perguntou distraída.
- Não, ele foi para o hotel de Nanda. Não haverá ninguém em casa. Minha Mãe pretende passar a noite na casa da mãe de Gordon, porque amanhã é aniversário dela. E sua mãe, ela ficará em um hotel, não quis nos incomodar, por mais que não fosse. – Respondi enquanto apoiava o braço esquerdo na janela do carro.
Samy tentou repreender um sorriso e virou o rosto para a janela observando a estrada.
- Que bom. – Samy brincou enquanto continuava olhando pela janela.
Mordi meu lábio enquanto procurava focar meus olhos na estrada.
Logo chegamos. Estacionei meu carro na frente da porta e entramos.
Tudo estava escuro, desde que mamãe havia despedido todos os criados após o ocorrido com Samy, aquela casa parecia maior ainda e vazia.
- Enfim á sós. – Samy brincou.
Eu já não conseguia me conter e considerei aquilo como um convite.
Puxei Samy para meu peito e a beijei enquanto escorregava minhas mãos pela sua cintura fina e escultural. Ela alisava a mão livre em meu pescoço, mas assim que percebeu minha intensidade no beijo, agarrou a gola de minha camisa e a puxava como se quisesse arrancar-la á força.
Enrosquei meus dedos em seu cabelo e o puxei para trás enquanto beijava seu pescoço perfumado. Samy continuava agarrada em minha cola e me puxando cada vez mais para seu corpo e então começou a desabotoar minha camisa.
Agora sim eu estava ciente de que ela queria o mesmo que eu.
Beijei-a novamente enquanto a trazia junto de mim até nosso quarto.
Samy desabotoou minha camisa e a tirou. Suas mãos macias e quentes alisavam meu peito e desciam lentamente para minha calça a desabotoando e tirando aos poucos.
Tirei sua blusa e ela me prendeu na parede beijando meu pescoço e descendo pelo meu peito até minha estrela me deixando cada vez mais excitado.
Ela realmente sabia como provocar um homem.
Samy me soltou de sua prisão e me empurrou para a cama se colocando sobre mim e me beijando intensamente enquanto suas mãos percorriam minhas costas, arranhando-as levemente e me fazendo estremecer.
Meus lábios foram de encontro com o seu pescoço, traçando uma linha molhada com a língua. Samy mordeu meu lábio inferior com força e desceu seus beijos para o meu pescoço dando pequenas sugadas, e descendo para minha tatuagem nas costelas e por fim a minha estrela novamente. Ela sugou, lambeu e traçou as linhas da estrela com os lábios lentamente. Eu já não conseguia mais me segurar e alguns gemidos foram impossíveis de conter. Samy tocou meu membro já enrijecido e o acariciou, eu arqueei as costas com seu toque. Ela tirou minha boxer e sem aviso ela abocanhou meu membro e o sugou com força enquanto brincava com a ponta da língua em movimentos circulares, em um ato automático, minha mão caminhou até seus cabelos entrelaçando os dedos nele com força e acompanhando seu movimento.
Senti uma onda de prazer percorrer por todo o meu corpo enquanto meu membro latejava em sua boca, um prazer que nunca havia sentido antes.
Samy não parava, ela subia e descia ao longo de meu membro, alternando de movimentos rápidos para mais lentos, arrancando de mim gemidos impossíveis de conter.
Eu já não estava conseguindo agüentar mais e acabei por soltar meu liquido. Samy sorriu para mim enquanto mordia seu lábio inferior satisfeita com o resultado que provocou.
Sentei-me na cama e a peguei pela cintura enquanto tirava suas ultimas peças de roupa, e a fiz sentar em meu membro e ela soltou um gemido rouco. Eu fazia Samy deslizar em cima de meu membro, os movimentos eram lentos e prazerosos e ela arranhava minhas costas. Meu desejo se tornava mais intenso e já estava difícil controlar a sanidade cada vez que Samy soltava um gemido, aquilo me excitava cada vez mais me levando á loucura.
Continuei agora com os movimentos mais intensos. Eu queria ver-la gritar meu nome em meio de sua onda de prazer.
Suas unhas apertavam minhas costas enquanto chegávamos ao desfecho, e então eu podia ouvir meu nome sair de seus lábios finalizando de uma forma prazerosa.
Aquela noite definitivamente foi a melhor de todas, Samy realmente soube me satisfazer de uma forma inigualável matando minha sete por completa.
Ficamos ali entrelaçando nossos corpos um ao outro.
- Isso foi... – Falei ofegante.
- Incrível. – Samy completou minha frase sorrindo para mim de uma forma deliciosa, era visível que realmente ela havia gostado.
Samy como de costume, deitou-se em meu peito enquanto brincava com as pontas dos dedos em meu abdômen.
Podia-se ver pela janela o céu ganhar um tom alaranjado do nascer do sol, e então adormecemos.